terça-feira, 28 de setembro de 2010

A sensação causada à sociedade ao ver Marlene Dietrich com terno na década de 30

Marlene Dietrich foi uma atriz e cantora alemã naturalizada estadunidense. Uma das atrizes mais marcantes no cinema, e a primeira mulher a usar publicamente calça na década de 1920.
Quando Marlene Dietrich usou na década de 1930, um terno completo com gravata criou um grande desconforto pelo peso e rigidez das formas tipicamente masculinas. Pois, ainda nos anos 1930, uma mulher de calças podia ser presa por se passar por travesti.
O início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) contribuiu, para a popularização da calça. Se os homens tinham de ir para o front, sobrou para as mulheres a tarefa de trabalhar fora de casa.
Em 1920, Chanel apostou em uma das mais marcantes de suas inovações: uma calça larga, inspirada nos marinheiros, que facilitava os movimentos e era confortável, mas era usada somente pelas mulheres mais ousadas.
Quando ainda estava se recuperando do impacto causado pelas calças de Chanel, a sociedade foi novamente impactada quando a diva do cinema Marlene Dietrich aparece no filme Morocco, de Josef Von Sternberg, usando chapéu e terno masculino.
Marlene Dietrich, que fez do terninho seu emblema, zomba das convenções, pois as mulheres da época não usavam calças e isso ajudou a mudar uma visão ultrapassada que vigorava na época, exprimindo a necessidade então emergente de reposicionamento feminino na sociedade, em busca da sua própria afirmação, principalmente no trabalho.
            A partir de, na década de 60, Yves Saint Laurent criar o Le Smoking, simbolizando o novo posto ocupado pela mulher na sociedade, com boa dose de glamour e atitude, o visual passou a fazer parte de todas as coleções do criador e do guarda-roupa das mais chics.
E logo depois, na década de 80, os Power Suits se tornarem vestuários praticamente básicos de mulheres trabalhadoras que então já haviam conquistado uma posição importante no mercado de trabalho, essa imagem passou a causar menos impacto.
            Atualmente, por estarmos em momento de valorização de silhuetas S que respeitam as formas do corpo feminino, a imagem pode causar um estranhamento maior do que na década de 80 onde o terno feminino contava geralmente com modelagens mais folgadas e assim mais similares com o terno masculino.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Resumo sobre a teoria platônica da beleza

E assim como a maioria de todo pensamento ocidental, as primeiras indicações sobre a Beleza é encontrado em Platão. A partir da sua teoria idealista, a beleza dependia diretamente do grau de comunicação do autor de tal obra com a Beleza Absoluta, presente no mundo das idéias.
Platão dividia o mundo em duas partes, e isso também se aplicava para os campos das artes. Uma parte era o campo da ruína, que é onde estamos. E o mundo das idéias, da essência. É somente lá que encontramos a Verdade, a Beleza e o Bem. Cada um de nós, habitantes do mundo da ruína, temos outro de nós no mundo das Idéias.
Outro ponto do pensamento platônico, é que a alma é invencivelmente atraída pela Beleza. Pois como estamos isolados nesse mundo, nossa alma sente falta da Beleza, presente no mundo das Idéias.
De acordo com Platão, algumas almas tem mais facilidade para se recordar de sua experiência no mundo ideal. E com esse poder, dedicando-o à Beleza, ele tem um comprometimento com a Verdade usando suas recordações do mundo das essências.
Na obra de Platão, diálogos sobre a Beleza são apresentados em “O Banquete” e o “Fedro”. Neles, ele aconselha que o caminho para que alma se eleve é através do amor. Mas que amor físico é uma forma digna de seres inferiores. Que quando evoluídos passam amar não somente um corpo, mas sim todos os corpos belos, ou melhor, ama a beleza contida em tais corpos.
O estágio seguinte compreende-se que a beleza moral é superior, já que ela resiste ao passar do tempo, e a física não. E partindo do principio que a beleza está relacionada a todas as coisas, deverá agora, nesta etapa, os costumes e as leis morais. Tornando a beleza corpórea indigna.
Cada vez evoluindo mais na contemplação da beleza, o amante em dado momento evolui a tal ponto que chega à visualização da Beleza Absoluta, a qual todas as belezas menores pertencem.
Alem disso ele associa a Verdade, a Beleza e o Bem quando diz, em uma de suas famosas formulas “A Beleza é o brilho ou o esplendor da Verdade”. Sendo assim, para Platão, a belza causava enlevo, prazer, arrebatamento e deleitação. E a única duvida que ainda resta disso é o caráter dessa deleitação. Que é explicada em um dos textos platônicos, dizendo que: “a sabedoria é amada por sua beleza, enquanto a beleza é amada por si mesma”.
E por ultimo, ele diz que todas as coisas existentes aqui, no mundo material, são meros arquétipos do que eles verdadeiramente são no mundo ideal, que a beleza de alguém aqui é reflexo da Beleza Absoluta, recebido através de seus arquétipos.

Análise estética

Quando Marlene Dietrich usou em 1933 um terno completo com grravata criou um grande desconforto pelo peso e rigidez das formas tipicamente masculinas que exprimiam a necessidade então emergente de reposicionamento feminino na sociedade.
   Depois de, na década de 70, Yves Saint Laurent criar o Le Smoking e de , na década de 80, os Power Suits se tornarem vestuários praticamente básicos de mulheres trabalhadoras que então já haviam conquistado um posição importante no mercado de trabalho, essa imagem passou a causar menos impacto.
  Atualmente, por estarmos em momento de valorização de silhuetas s que respeitam as formas do corpo feminino, a imagem pode causar um estranhamento maior do que na década de 80 onde o terno feminino contava geralmente com modelagens mais folgadas e assim mais similares com o terno masculino.

Primeiro resumo sobre estética

Estética pode significar várias coisas para diferentes tipos de pessoas. No uso corriqueiro podemos encontrar a estética ligada beleza física – como tratamentos estéticos faciais, entre outros procedimentos corporais reconhecidos como tratamentos estéticos. Ou, até mesmo beleza em um campo mais amplo. Como decoração, por exemplo.
No entanto, nas artes podemos ver que estética tem outro sentido. Que, basicamente, se resume a palavra: Estilo.
Mas é no campo da filosofia que é dedicada uma maior atenção à Estética. Pois é nela, a estética é um objeto de estudo, é um ramo da filosofia. Que se dedica a estudar o belo e o impacto que ele causa no homem.
O belo sempre foi perseguido. Mas nem sempre foi atingido, e durante os tempos, métodos e explicações foram criados desvendar esse fenômeno.
Primeiramente, no Classicismo, foram criados padrões para atingir o belo.  Mesmo que nesse momento, o belo seja considerado ideal, ou seja, estava no plano das idéias.
Em contra partida, há os empiristas, que geram a subjetividade, onde essa noção do belo parte do sujeito, não do objeto. Sendo assim, Kant, em sua obra, afirma que isso acontece porque todos nós, seres humanos,  somos dotados de faculdades que nos permite julgar se um objeto é belo ou não.
E nesse viés, Hegel introduz o conceito de História em que a noção do belo muda através dos tempos, pela cultura, e isso reflete nas artes.
Atualmente, belo é uma designação a certos objetos singulares. É um fenômeno que captado pela percepção e só é percebido na experiência estética.
Já a idéia do feio, é uma tentativa de belo. Só que mal executada, onde nela não irá residir uma obra de arte.